Morrinhos apresenta tecnologias voltadas à cadeia produtiva de leite em Goiás

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O objetivo da Feira foi apresentar novas tecnologias e compartilhar com os produtores, técnicos e trabalhadores rurais, os conhecimentos, práticas e experiências que possibilitem melhorar a renda e a eficiência na administração da propriedade.

O evento contou com a presença de cinco mil criadores de bovinos, grande parte da agricultura familiar (cerca de 50%), dos 12 municípios que integram a cadeia produtiva da região de Morrinhos que é a terceira maior bacia leiteira no estado de Goiás, produzindo cerca de 112 milhões de litros de leite ao mês, volume que poderia ser maior se as tecnologias fossem usadas em todas as propriedades.

De acordo com os coordenadores do evento passaram pela Agrotecnoleite2018 cerca de 20 mil pessoas que percorreram os 12 mil metros quadrados da Feira; lá estavam de prontidão para receber os visitantes, 150 expositores para trocas de experiências, informações, possibilidades de negócios, e ainda, espaço para demonstrações de máquinas e equipamentos, participação em palestras e oficinas que aconteceram nos estandes institucionais, além de visitação em mini fazenda e espaço ambiental.

Segundo o presidente da Complem, Euclécio Dionízio de Mendonça, os criadores da cadeia leiteira da região precisam avançar para uma melhor produção: “O criador utiliza alguma tecnologia, mas, só como exemplo, na parte de ordenha, muitos desses criadores, ainda hoje, tiram leite à mão”.

A Embrapa participou da Feira, no estande institucional em conjunto com a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Sementes Forrageiras (Unipasto), apresentando tecnologias que podem subsidiar os agricultores da cadeia produtiva.  

No estande foram apresentadas as tecnologias de grãos, pastagens, compostagem, combate a carrapatos e construção de fossas sépticas. O cultivo de variedades de mandioca, que tem crescido na região sul, também foi um destaque no estande.

O chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Wander, destacou a importância do evento para o fortalecimento do agronegócio goiano e da necessidade de união de esforços entre as instituições públicas de pesquisa, de extensão e os produtores para a promoção do desenvolvimento regional e agregação de valor da cadeia produtiva no Estado.

Uma das palestras mais aguardadas pelos participantes destacou as vantagens e a importância da integração lavoura-pecuária, apresentada pelo pesquisador João Kluthcouski (João K), da Embrapa Cerrados. Para João K o produtor precisa ver a pastagem como cultura e procurar, da melhor maneira possível, utilizar as técnicas mais recomendadas na sua formação.

Outras tecnologias apresentadas pela Embrapa foram as demonstrações em compostagem de esterco com capim roçado e folhas de bananeira e da fossa séptica biodigestora, de grande importância para as propriedades rurais, pois reduz o impacto ambiental de resíduos, evitando a contaminação do solo e da água de fontes próximas.

terraviva.com.br

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